terça-feira, 30 de novembro de 2010

O caloiro da luta

Realizadas que estão as eleições para a Direcção Geral e Conselho Fiscal da Associação Académica de Coimbra, é tempo para fazer um balanço. Um balanço de um caloiro, note-se:

1. O sistema
Confesso que não fiquei chocado com a forma como funcionam as eleições para a AAC, apesar de evidenciarem um estilo anti-democrático são muito mais construtivas do que aquelas a que eu assisti no Ensino Secundário, e nas quais a minha participação se resumiu a votos em branco.

2. O pior do sistema
O que mais me irritou em todo este processo eleitoral foi a falta de verdade e a banalização de preconceitos político-partidários. À primeira vista não se notavam grandes diferenças entre as várias listas, mas um olhar mais critíco e atento chegava para tirar conclusões exactas. Nem todas as listas conseguiram falar da luta estudantil sem medos e reservas, bastando a memória curta para excluir uma das listas desta faceta contestatária. A acompanhar este medo de levar os interesses dos estudantes para a rua, esteve também o, já por si só enraizado, preconceito anti-esquerdista que liga todas as posições de ruptura ao Partido Comunista e a outros movimentos de esquerda

3. A desilusão com o sistema
Não fiquei só desiludido com o esquema de angariação de votos que existe nestas eleições, fiquei sobretudo desiludido com a manipulação que todos os estudantes consentem. Votar numa lista sem reflectir sobre todos os pressupostos? Pensei que isso tinha ficado na Escola Secundária! Esperava uma discussão séria e inteligente dos problemas, nunca imaginei que uma corrente reaccionária conseguisse anestesiar toda uma academia.

4. Como contornar o sistema?
Como alguém me disse, este problema não tem solução a curto prazo. Terá de haver um movimento de apoio aos estudantes que esteja sempre presente e que de forma sistemática aponte o dedo à DG e mostre aos estudantes um caminho claro e correcto. Consciência é algo que não abunda pela cidade do conhecimento.

5. Que AAC é desejável?
Nos meus sonhos, uma Associação Académica de Coimbra tem de passar por ser o maior movimento estudantil do país. Não falo de números, falo de força. O ruído que causamos em sucessivos cortejos, ora da Latada, ora da Queima das Fitas, é esse ruído ensurdecedor que temos de passar para fora. A nossa obrigação é pedir o impossível, é abrir horizontes neste país pequenino. A AAC tem de oferecer o melhor aos estudantes, a AAC não pode fazer lucro à custa dos estudantes, a AAC tem de manter a tradição, a AAC tem de preservar as suas secções culturais e desportivas, a AAC tem de fazer muito mais e melhor.

6. E os estudantes querem mesmo uma AAC melhor?
Tenho ouvido como grande slogan da actuação da DG, algo como: "nós fomos eleitos pelos estudantes, somos os seus representantes". Esta afirmação roça o ridículo. Justificar a pobre gestão dos destinos dos estudantes com este argumento não é coincidência. A verdade é que os estudantes não querem saber da AAC, estão de costas voltadas para a mesma e preferem nem participar nos actos eleitorais. Os dirigentes associativos sabem-no mas preferem ignora-lo, afinal de contas não passa de uma maioria silenciosa, que não vota digamos.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Manifestação de estudantes

No próximo dia 17 os estudantes de Coimbra rumam à capital, com o intuito de mostrarem o seu profundo desagrado, face ao ataque que também eles foram alvo, nesta vaga de austeridade levada a cabo pelo governo de José Sócrates.
Estranhamente (ou nem tanto), a Associação Académica de Coimbra não tem divulgado a sua própria iniciativa. Espera-se que os próximos dias sejam de mobilização.
A tua presença é importante!
Resolve os teus problemas, defende os teus DIREITOS!

domingo, 17 de outubro de 2010

Será que tudo faz sentido?


sábado, 16 de outubro de 2010

Controlo de qualidade

Ultimamente não vejo televisão, é deprimente e causa-me náuseas.

Os programas de entretenimento já me diziam pouco, mas a repetição de Ídolos e o surgimento de uma aberração chamada Secret Story superou as minhas piores expectativas para os canais generalistas.

Recuso-me a contribuir para as audiências destes programas, faço questão de ser menos um a cooperar com a continuidade deste lixo cultural.

Há tempos ouvi um director de programas a falar sobre este assunto. A jornalistas perguntava-lhe, "o senhor concorda com os termos do programa X?", e o indivíduo respondia, "eu não tenho de concordar com nada, tenho de garantir resultados aos meus accionistas."

Sim meus amigos, o capitalismo puro e duro chegou à comunicação. Acréscimo de transparência e isenção? Onde? Quem são os accionistas? Quais são os seus interesses?

Passando para os noticiários: estou farto de ver discursos da tanga por parte de comentadores políticos. Explorando a guerrilha de politiquice, divagam minutos a fios sobre o sexo dos anjos, sem chegarem a conclusão nenhuma. O mais grave é o teor conformista de tudo o que dizem, como se a culpa da crise fosse do povinho e como se não existessem soluções de ruptura.

Queremos bons programas de televisão. Queremos boas análises à política e à sociedade portuguesa. Queremos políticos sérios e competentes.

domingo, 10 de outubro de 2010

O "Sol" quando nasce é para todos?

Permitam-me que vos dê os bons dias...

Esta semana, o Governo anunciou que no pacote de propostas que vai incluir para o OE2011 figurará que quem recebe uma remuneração de um organismo ou empresa pública e uma pensão suportada pela Caixa Geral de Aposentações será obrigado a prescindir de um desses rendimentos.De acordo com as novas regras, os aposentados estão proibidos de exercer funções remuneradas nos serviços da administração central, local e regional, pessoas colectivas públicas e empresas públicas. Ficam abrangidos todos os tipos de actividade, todas as modalidades de contratos (ao abrigo do Código do Trabalho, inclusive) e as prestações de serviço, incluindo o exercício de funções que ocorra "no âmbito de um contrato celebrado pela entidade pública com um terceiro, nomeadamente pessoa colectiva, com o qual [o aposentado] tem relação", lê-se no diploma. No entanto, e avisem-me caso a minha surpresa seja descabida, as excepções são autorizadas pelo primeiro-ministro, tal como agora, por proposta do ministro que tutela o serviço. Se houver luz verde, a pensão é suspensa durante o exercício de funções, sendo retomada posteriormente. Esta é uma das principais alterações à lei em vigor, que permite que os funcionários públicos acumulem o salário com um terço da pensão ou o contrário.

A minha grande questão é a seguinte... Será que esta nova norma se aplicará a TODOS? Ou continuaremos a ter os "papa-reformas"? (de resto relembro-vos que a expressão "papa-reformas foi aplicada ao actual candidato à Presidência da República Manuel Alegre, quando este usufruía de uma reforma de 3219 euros como aposentado da RDP enquanto foi deputado, tendo depois requerido uma subvenção vitalícia das suas funções políticas superior a dois mil euros mensais! E agora vamos candidatar-nos à Presidência da República porque estas duas pensões acumuladas não chegam... Vamos lá ver se o "Sol" nasceu para o excelentíssimo candidato a PR!)



Certo é que, em tempo de cortes na despesa pública faz todo o sentido a medida que será proposta pelo governo quando a CGA gasta dezenas de milhar de euros em pensões a ex-deputados que na sua maioria exercem cargos públicos de outras índoles!

Como sempre, estaremos cá para assistir e avaliar a coerência do nosso Governo, mas comprometo-me perante vós que não me esquecerei destes casos e que se por ventura o "Sol" nascer apenas para alguns, o Império da Nação estará cá para os delatar!

Obrigado e bom fim-se-semana.

sábado, 9 de outubro de 2010

70 anos depois

John Lennon
When they've tortured and scared you for twenty odd years
Then they expect you to pick a career
When you can't really function you're so full of fear
A working class hero is something to be

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Sinal positivo

CGTP e UGT chegaram hoje a acordo para a realização de uma greve geral, no próximo dia 24 de Novembro. Relembre-se que a única greve conjunta realizada entre as duas centrais sindicais data de 1988, na altura em protesto contra um pacote de austeridade do governo de Cavaco Silva.

Quando o Governo de Portugal só governa à direita, torna-se indispensável que a esquerda se una. Tal como venho defendido desde as minhas primeiras intervenções neste espaço, a esquerda só atingirá os seus pressupostos caso convirja em torno de um movimento único. Reunir singergias significa multiplicar a força e o impacto, significa alterar o tabuleiro do jogo e obrigar as forças políticas a adaptarem-se a um novo paradigma.

Os trabalhadores têm de ter esperança e têm de acreditar na força contestatária, ora aqui está uma boa oportunidade para que isso mesmo aconteça.

Agora com tranquilidade!

Foto: Record

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Sócrates vs Tiririca - Descubra as diferenças!

Em primeiro lugar, peço desculpa a quem nos segue por ter estado tanto tempo sem fazer qualquer post, e prometo que o farei com mais regularidade. (e também encurtarei os textos pois tive várias reclamações de leitores!!!)
Gostava de propor uma reflexão... Até que ponto não devemos seguir o conselho dos nossos irmãos brasileiros?
O palhaço Tiririca , deputado mais votado do Brasil, com 1,35 milhões de votos, terá de provar que sabe ler e escrever para evitar a anulação da sua eleição, informaram fontes judiciais à imprensa. O juiz eleitoral Aloísio Sergio Rezende Silveira aceitou uma denúncia do Ministério Público feita na semana passada de que Tiririca falsificou um documento para demonstrar que não é analfabeto, uma exigência da legislação eleitoral brasileira para todos os candidatos. "A prova técnica produzida pelo Instituto de Criminalística aponta para uma discrepância de grafias", afirma Silveira, para quem o documento apresentado pelo deputado indica um "artificialismo gráfico".
Ora bem, Sócrates falsifica documentos bem como o Tiririca (todos nós sabemos do que falo), Sócrates tem pessoas a votar nele sem se saber bem como da mesma forma que o Tiririca (a sua reeleição prova isso mesmo), Sócrates com a falta de coerência e seriedade nos seus actos e palavras é tão palhaço quanto o Tiririca porque é tal a vergonha que só dá vontade de rir.
Se alguém descobriu as diferenças (e até mesmo as físicas! Mas demito-me de meter fotos...) diga! Porque descobrir diferenças é daquele tipo de passatempo pelo qual nutro um grande carinho e confesso que o puzzle "Sócrates vs Tiririca" é o único que nunca consegui resolver!
Até breve...

quinta-feira, 30 de setembro de 2010

A luta!

A vida está a ficar dura, a luta também vai ter de endurecer!

Foi ontem anunciado um saqueamento ao país, num comunicado feito por um governo travestido. De governantes apostados no investimento em grandes obras públicas e no Estado Social, passaram a promotores de uma carga fiscal e de um corte de apoios sociais nunca vistos. José Sócrates, o engenheiro que orquestrou toda esta obra, diz tratar-se de uma inevitabilidade e garante ter adiado a medida ao máximo. Ninguém explicou ao primeiro-ministro que os mercados não esperam por calendários políticos nem por resultados de sondagens.

A esquerda tem agora de se impôr, tem de apresentar um projecto claro e esclarecedor. Não podemos correr o risco de deixar escapar os rostos descontentes para uma corrente de direita irresponsável, xenófoba e racista.

As próximas semanas vão ser recheadas de manifestações de descontentamento, mas não custa nada agitar um pouco mais... E mais... E mais!

terça-feira, 28 de setembro de 2010

"Brasil elege palhaço para o Congresso"


"O palhaço candidato foi a sensação da campanha, durante a qual publicou apontamentos de humor no YouTube que atraíram milhões de visitantes.


"Vote Tiririca, pior que está não fica" e "O que é um deputado federal faz? Realmente, não sei, mas vote em mim que eu conto" são dois dos slogans de campanha do palhaço Tiririca."


Isto preocupa-me!

Afinal não é só em Portugal que a credibilidade da classe política é afectada, parece que os nossos irmãos brasileiros também não confiam nos seus políticos.
Já varias vezes defendi a necessidade de credibilizar a classe política e sinceramente nos dias de hoje essa credibilização é mais do que importante, é vital.

O povo tem razões para estar descontente? SIM, tem mais do que razões.

Para mim ser político é colocar-se ao interesse da população, é sobrepor o interesse de Portugal aos interesses privados, é defender a nação até mais não ter força, e acima de tudo é ir contra as trocas de favores.

Muitos amigos meus dizem-me que o discurso é bom, mas quando lá chegar vai ser diferente, que irei ter várias pressões de ambos os lados ( se chegar a político), certamente vou ter mas certamente também saberei dizer não, saberei actuar conforme as minhas competências para poder evitar esta promiscuidade que diariamente assistimos e de certo modo até "aceitamos".

Naturalmente que o povo português agora está mais atento, pois a crise também já lhes chegou, porque sinceramente caso mantivessem uma vida desafogada, estavam-se a marimbar se o político do partido A ou D usava o carro do estado para uso particular ou não, ou se gastavam 7000€ euros em gasolina para o carro.

Porque digo isto?

Entre 36-41 por cento dos portugueses não votaram nas ultimas autárquicas, onde está o sonho de Abril?

Meus caros, está na hora de arregaçar mangas e de uma vez por todas colocar Portugal na rota do Mundo, não fomos nós que fomos à descoberta do Mundo? Fomos à descoberta do além.

Porque é que agora neste comboio que é a Europa ocupamos sempre a ultima carruagem?


Já agora, faz sempre bem tentar elucidar algumas pessoas




segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Manuel Pinho: o nova-iorquino que foi ministro português nas horas vagas!

A noite já dorme, um sono profundo, mas como hoje decidi armar-me em guardião da noite ainda ando para aqui às voltas a pensar no estado da nossa nação e em como algumas pessoas pura e simplesmente desprezam a sua nação.

O meu primeiro post (desde já agradeço a quem o ler, e os que o sucederão), será marcado pelo registo de um português, ou melhor, de um nova-iorquino que por mero acaso chegou um dia a ser ministro do governo português!

Um homem, que sendo licenciado e doutorado em economia,  foi responsável (no Ministério da Economia e Inovação) pela condução polítca de energia que levou Portugal a ser um dos líderes nas energias renováveis e um dos pioneiros na mobilidade eléctrica, tendo sido também autor da proposta que inspirou o Plano Tecnológico Europeu para a Energia. (formado em economia, levou-o a ser ministro da economia, mas ao que parece a sua especialidade eram mesmo as energias renováveis!!!)

E não é que chegou mesmo a Professor Convidado da Universidade de Columbia? Nesta universidade, Manuel Pinho começou este mês a leccionar uma cadeira de mestrado na área das energias renováveis (lá está, o nosso ex Ministro da Economia, formado única e exclusivamente em Economia, percebe mesmo é de energias renováveis!), tendo cerca de 80 alunos. Ainda assim, em entrevista à Lusa, Manuel Pinho disse que “Os alunos foram uma surpresa. Ainda há um mês, quando saí de Lisboa, pensava que ia ter mais ou menos dez alunos no mestrado."! Pergunto-me, porque razão seria a expectativa do nosso ex Ministro assim tão baixa? Ele até nem foi assim tão "mal-amado" em Portugal! (estou a ser sarcástico, só para esclarecer...)

Foi no dia 2 de Junho de 2009 que Manuel Pinho foi exonerado pelo Chefe de Governo (o nome todos sabem, não me obriguem a escrevê-lo, porque isso implicaria lê-lo, e não me viria nada a calhar uma insónia neste momento!!!), e pouco mais de um ano depois o nosso ex Ministro diz na mesma entrevista “Dou aulas quatro horas seguidas e, como já não sou nenhum menino, ao fim dessas quatro horas já me sinto um pouco cansado.", o que me leva a crer que durante os seus quase 5 anos de Ministério ele trabalharia, no máximo, 5 horas seguidas, pois como ele diz e bem, já não é nenhum menino! Obrigado Exmo Chefe de Governo que exonerou o Ministro Manuel Pinho, nós precisamos de homens à frente do nosso País e não de meninos! (será que não há nenhum chefe de qualquer coisa que possa exonerar o Chefe de Governo também????)

Contudo, diz  “Foi bom ter sido ministro, mas, honestamente, gosto muito de estar em Nova Iorque.". À conversa com o jornalista, no seu pequeno gabinete, mas com uma magnífica vista de oitavo andar para a zona norte de Manhattan, Pinho elogiou então a qualidade dos vinhos que é possível encontrar em Nova Iorque por menos de 20 dólares, a frugalidade dos hábitos dos norte-americanos e a existência de um clima de igualdade de tratamento social entre todos, algo que disse contrastar com os países do sul da Europa. (Sr Ex Ministro, sabia que os vinhos de Portugal são dos melhores do Mundo? Sabia que o povo português é do mais frugal que há no Mundo? Sabia que os EUA é dos Países do Mundo com maior taxa de discriminação social? Porque é que o dos outros é bom e o que é nosso é insuficiente? É feio rebaixar o próprio País Sr Professor Manuel Pinho! Do qual foi Ministro...)

Bom, não querendo "bater mais no ceguinho", e até porque a hora vai avançada, não posso deixar de chamar a atenção para um apontamento do jornalista da Lusa, onde este testemunhou que durante a entrevista, o Ex Ministro Manuel Pinho esteve sempre com um pequeno problema a perturbá-lo: alguém tinha posto o seu telemóvel pessoal no silêncio e não encontrava forma de sair desta opção para pôr um toque bem audível no aparelho, numa altura em que já contabilizava seis chamadas não atendidas.

Manuel Pinho, o Português licenciado e doutorado em Economia, foi Ministro da Economia e Inovação.

Manuel Pinho, o que "adora" estar a viver em Nova Iorque (onde tudo é melhor do que em Portugal!), Professor Convidado a leccionar em mestrado na área das energias renováveis, que não sabe colocar o telemóvel pessoal no silêncio.

Um economista especialista em energias renováveis, e um inovador especialista em telemóveis!

sábado, 25 de setembro de 2010

Manda o dinheiro

Estamos em crise.

O dinheiro não é tudo, mas a sociedade de mercado que tentam construiram desde as últimas décadas, bem como a crise económica dos últimos meses, são os grandes responsáveis por uma perigosa regressão civilizacional que estamos a viver.

Em França já se expulsam ciganos (não criminosos ciganos, apenas ciganos), nos Estados Unidos da América a liberdade religiosa é posta em causa pela simples intenção de construir uma mesquita na zona do Ground Zero (local do ataque às torres gémeas), na Suécia a extrema-direita acaba de ganhar assento parlamentar.

Faltam valores: liberdade, igualdade, direito à diferença, e tantos outros.

Há quem fale numa crise da educação, já não se criam mentes criativas e reivindicativas mas sim bons profissionais. O que é um bom profissional? É um trabalhador que desempenha as suas funções com grande eficácia e exigindo pouco em troca. Em nome da competitividade económica, os salários baixam e os despedimentos são agilizados. Neste ponto devia haver um peso para equilibrar a balança, uma força chamada sindicalismo e que tem sido inultimente manipulada por partidos da extrema-esquerda.

Para além de eliminar as mentes criativas e reivindicativas, esta nova sociedade de mercado não aceita humanistas. Eles que são os responsáveis por pensar e entender os outros, são também um travão a este poder económico completamente irresponsável e demagógico. O mercado de trabalho não aceita humanistas e se eles ainda abundam no desemprego, nas escolas começam a ser cada vez menos.

Os estados sociais criados pelos humanistas de esquerda são agora postos em causa. Ao mesmo tempo que na América e África se tenta copiar o modelo social europeu, por aqui alguém pretende destrui-lo. É insustentável, dizem eles. Se o problema é esse, a solução passa por arranjar uma nova forma de financiamento, não pela sua destruição.

As respostas para o que parece óbvio (segundo eles), estão afinal encobertas. Numa altura em que o povo já tem poucos instrumentos democráticos, só um grande momento de tensão social poderá alterar o estado das coisas. Pois então, que venha ele.

quarta-feira, 22 de setembro de 2010

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

11 de Setembro

Aproxima-se mais um 11 de Setembro, 9 anos passados desde o ataque terrorista aos Estados Únidos da América.
Foram décadas de imperialismo, abusos e estranhas formas de afirmarem os seus valores de liberdade. Naquela terça-feira, aquele povo percebeu o quanto era pequenino. A revolta pela imposição dos valores ocidentais em países islâmicos traduziu-se num tremendo acto malicioso, por parte de um grupo de terroristas.
Terrorismo, ameaça, vigança. Eis os ingredientes que George W. Bush soube utilizar para continuar a senda imperialista e completamente abusiva dos Direitos Humanos. (Interessante como o mesmo povo consegue eleger em dois sufrágios sucessivos, seres tão distantes como o Bush e Obama.)
De toda esta tragédia retiram-se várias conclusões: os impérios acabam sempre por cair, se o Romano demorou séculos, o Americano parece não aguentar nem cem anos; por muito positivo que seja o efeito da indústria do armamento na economia americana, não há dinheiro que compense a perda de vidas humanas; a via pacifista, tolerante e diplomática é a única forma de resolver o problema dos conflitos religiosos.
Defendo a saída de Portugal da NATO. Nem o fim do bloco comunista trouxe tarefas mais nobres a esta organiação. Querem guerra? Lutem contra a destruição do planeta.
A luta contra o terrorismo foi um fracasso e uma mentira. Portugal apoiou invasões de países como o Afeganistão e Iraque, participando posteriormente em missões nessas regiões. Durão Barroso deu a cara e mostrou ao mundo como Portugal apoiava a invasão do Iraque e os planos do Sr. Bush. E o que é que sabemos hoje: Armas de destruição maciça? Não havia. Violação dos Direitos Humanos? Persiste. Dominio de uma maioria religiosa sobre outra? Continua.

Só encontramos a paz se pensarmos nela como um ponto de partida, e não apenas como um ponto de chegada.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Estado da Nação

Ontem realizou-se o debate do Estado da Nação na Assembleia da República. Vergonhoso é como o qualifico. Ao ver os discursos idiotas da maioria dos deputados, percebi porque é que Salazar ficou com aversão ao parlamentarismo na sua passagem pela assembleia da I República. O anti-fascismo corre-me nas veias, mas a verdade é que algo tem de mudar na nossa pseudo-democracia.

Penso que o PSD safou-se bem neste debate, José Sócrates e a bancada do PS começam a cair no ridículo. Apesar das estatísticas de alfabetização estarem inquinadas, o povo não é assim tão burro. Os números de Sócrates já não enganam ninguém, como o líder da bancada do PSD disse e bem, os discursos do primeiro-ministro são uma ofensa a quem conta os tostões para pôr o pão na mesa.

A deputada dos Verdes pediu ao primeiro-ministro para virar à esquerda. Achei muita piada, mas admiro a ambição de Heloísa Apolónia. Também acho que a única forma de preservar o Estado Social é unindo a esquerda, mas não mendigando ao PS. O Bloco de Esquerda e o Partido Comunista têm de se unir. Infelizmente isso só vai acontecer quando este país bater bem no fundo e a direita aplicar as suas políticas pornográficas, perdão neo-liberais, (o que vale é que não falta muito).

Enquanto a esquerda não se une por questões históricas (preconceitos diria eu), a direita soma pontos. Paulo Portas deixou ontem bem claro que não quer perder um lugar no poleiro. Interessante também é a forma como o PSD mudou, de um partido moribundo passou a família perfeita. Adoro estes fenómenos sociais, é lindo como o cheiro ao poder leva à paz e amor, quando os tachos estão à vista deixa de haver matéria para criticar.

sábado, 29 de maio de 2010

Política a ferro e fogo

Actualmente a classe política não se dedica exclusivamente a defender os interesses nacionais, ou seja a defender a “causa pública” , a defesa de todos nos.
É importante estabelecer regras mais apertadas, é importante purificar esta causa tão nobre que é a política.
No meu ponto de vista é essencial afastar políticos que demonstrem ter ligações menos dignas, nomeadamente ligações a empresas em que naturalmente surjam as habituais trocas de favores.
Não posso permitir que a classe “contratada” para defender os meus interesses seja acusada de casos de corrupção, ou casos de pedofilia ou algo que denegrida esta classe.




Que autoridade tem um político para impor regras se não as cumpre?




Na minha opinião não existe uma definição de o que é um bom político nem existe forma de impor um estilo geral.
Todavia acho que é possível a classe política voltar a ter credibilidade, mas para que isso aconteça é importante haver uma “reforma” estrutural e acima de tudo uma educação de mentalidades o que me parece ser o mais difícil, mas possível.
Defendo uma política mais justa, mais nobre, praticando-a com ética e acima de tudo exijo uma política que defenda os interesses de todos nós e não de meia dúzia de personalidades

terça-feira, 18 de maio de 2010

Progresso

Lei do casamento homossexual promulgada. Não gostei do pouco que ouvi do discurso, mas o que interessa é a formalidade ter sido cumprida, doa a quem doer.

domingo, 16 de maio de 2010

Câmara suspende professora por posar nua para a Playboy


"A Câmara de Mirandela decidiu, esta sexta-feira (14 de Maio), suspender uma professora de música de uma escola do 1º ciclo do ensino básico, em Trás-os-Montes, por ter posado nua para a revista Playboy."



Bem, no meu ponto de vista a função de professora é ligeiramente afectada por esta secção fotográfica, até posso compreender que seja afastada até ao final do ano lectivo, mas acho despropositado está professora ser afastada também para o próximo ano lectivo
Uma coisa é a vida privada outra a vida profissional, segundo o que leio nos meios de comunicação social, era uma boa professora e não havia qualquer queixa por parte dos seus alunos.
A mentalidade portuguesa ainda é um bocado retrógrada nestes aspectos relativos a nudez e ainda existe um se não maior, está professora é da zona de Trás-os-Montes, zona digamos muito antiquada.
Está na altura de a população portuguesa abrir a mentalidade a certas e determinadas situações, claro está, é importante sempre existir bom senso.
No meu ponto de vista acho que a professora não tomou a melhor atitude sendo ainda por cima professora do 1º ciclo, todavia acho que tais medidas sancionatórias são exageradas e que a câmara devia pensar melhor sobre o assunto e acima de tudo com ponderação

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Teoria da conspiração

Em tempos de crise dá jeito o povo ser católico, rezam mais e protestam menos. Uma coisa é promover a liberdade religiosa, outra é as figuras do Estado colocarem-se ao lado de uma determinada religião. É importante a mensagem de esperança do Papa e porquê? Porque a melhor maneira do povo reagir a um plano de austeridade é esperando sentado e fazendo pouco barulho.
Parece interessante esta teoria. Deve vir dos comunistas, dizem vocês... E até poderia ser, uma vez que além dos preservativos, dos gays e dos abortos, os comunistas são o alvo preferencial do Vaticano.
E eu que nem sou comunista!